Sarampo: Saúde pede reforço de vacinação de crianças em SP e Guarulhos

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O Ministério da Saúde recomendou, nesta sexta-feira (26), a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O objetivo é reforçar a proteção contra o sarampo nessa faixa etária, considerada mais suscetível à infecção e a formas graves da doença.

A orientação ocorre após o registro de três casos da doença em crianças menores de 2 anos na zona norte de São Paulo. Além da capital paulista, a estratégia de reforço na vacinação também foi recomendada para Guarulhos (SP), por causa da intensa circulação de pessoas no Aeroporto Internacional.

Notícias relacionadas:Sarampo: infectologista alerta sobre vacinação em viagens para a Copa.SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a pólio.Em nota, o ministério informou que cerca de 100 mil doses serão enviadas para as duas cidades. Segundo a pasta, os três casos possivelmente estão relacionados à importação – quando a infecção acontece a partir do contato com pessoas vindas do exterior, e não afetam o status do Brasil como país livre do sarampo.

Duas das três crianças que testaram positivo frequentavam a mesma creche e a terceira reside na mesma localidade. De acordo com a nota, todas apresentaram quadro clínico compatível com sarampo, incluindo febre, exantema e sintomas respiratórios. A confirmação laboratorial foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“A dose zero é uma medida extra de proteção, aplicada em crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, antes da idade prevista no calendário vacinal, que é de 12 meses a 59 anos. Ela reduz o número de pessoas suscetíveis ao sarampo e o risco de transmissão do vírus”, destacou o ministério.

A pasta reforçou que a dose zero é indicada principalmente em locais com circulação viral, surtos ou maior risco de contágio, contribuindo para interromper cadeias de transmissão e prevenir casos graves e mortes.

“Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.”

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