O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou, na última sexta-feira (24/4), o Boletim de Tendências Cafeterias – Valor, Experiência e Decisão no Consumo Diário, durante a abertura do Café Fest, realizado no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, em Goiânia. O estudo reúne dados sobre o crescimento do setor e aponta transformações no comportamento do consumidor, além de indicar caminhos estratégicos para pequenos empreendedores.
Elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica (UGE), o boletim reforça que as cafeterias deixaram de ser apenas pontos de venda e passaram a ocupar papel central como espaços de convivência e experiência. O café, historicamente presente na cultura brasileira, ganha novos significados e passa a ser associado a estilo de vida, identidade e pertencimento.
“O café deixa de ser apenas uma bebida e passa a expressar estilo de vida, preferência pessoal e até sentimento de pertencimento”, afirmou o gerente da UGE, Francisco Lima.
Brasil é o maior produtor e segundo maior consumidor de café do mundo
Os dados apresentados mostram a relevância econômica do segmento. Em 2024, o mercado global de cafeterias movimentou cerca de US$ 178 bilhões, com projeção de crescimento anual de 4,3% até 2030, quando pode ultrapassar US$ 229 bilhões.
Foto: Divulgação/Sebrae
O Brasil ocupa posição estratégica, sendo o maior produtor mundial e o segundo maior consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos. No período entre novembro de 2024 e outubro de 2025, foram consumidas 21,4 milhões de sacas no país.
No cenário nacional, o setor reúne cerca de 482 mil empresas, sendo 98% de pequeno porte. Em Goiás, são quase 20 mil estabelecimentos, com predominância ainda maior de pequenos negócios. Entre 2020 e 2025, o segmento registrou crescimento médio anual de 7,7%, com expansão de 38% no número de empresas ativas. Em 2025, o estoque de empregos chegou a quase 16 mil postos no estado.
O levantamento também aponta mudanças no perfil do consumidor. As cafeterias passam a ser vistas como “terceiro lugar”, além de casa e trabalho, oferecendo ambiente acolhedor e experiências diferenciadas. Fatores como bem-estar, sustentabilidade e tecnologia ganham protagonismo nas decisões de consumo.
“O consumidor de café de hoje é diferente daquele de dez anos atrás. Ele busca qualidade, mas também experiências, bem-estar e praticidade”, destacou Francisco Lima.
Novos nichos de mercado
Entre as principais tendências, o estudo aponta a valorização da origem sustentável dos grãos, o uso de tecnologias que facilitem a jornada do cliente e a chamada premiumização acessível, estratégia que agrega valor ao produto por meio de qualidade e experiência, sem afastar o público.
O boletim também identifica oportunidades em novos formatos de consumo, como cafés prontos para beber, bebidas geladas, a exemplo do cold brew, e produtos funcionais voltados à saúde e ao desempenho. Essas inovações ampliam o alcance do café e aproximam o produto de novos nichos de mercado.
Foto: Divulgação/Sebrae
Para os pequenos negócios, o documento recomenda estratégias como investimento em diferenciação, segmentação de público, integração entre canais físicos e digitais e fortalecimento de parcerias locais. A avaliação é de que a capacidade de adaptação às novas demandas será determinante para a competitividade no setor.
Ao final, o estudo reforça que o crescimento das cafeterias está diretamente ligado à capacidade de transformar tendências em práticas concretas, consolidando o segmento como um dos mais dinâmicos da economia ligada ao consumo cotidiano.
O post Sebrae aponta expansão das cafeterias e novas tendências de consumo no Brasil apareceu primeiro em Portal Notícias Goiás.
